Testemunho de Maria José Gil Conde – Portugal

Testemunho de Maria José Gil Conde – radialista, jornalista e escritora – Portugal

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Do céu, azul-dourado, bruma da memória e do querer, tranquila, ali se esparge…

Aliança divina, sobre nós, países ou credos, seu elo, pacto santo, único se selaria..

Uma promessa fulgiria entre róseas nuvens; Medjugorje nascera…

Dirigi-me, no passado dia 27 de Outubro de 2011, pela mão de dois amigos meus, a Medjugorje. Antes de fazer a viagem tudo acontecia para impedir. Quedas graves, consequências nefastas. Já no aeroporto de Lisboa voltei a cair. Estranho. Na Bósnia fui atendida pela Ordem de Malta. Mesmo assim, debaixo de sol, ía fazendo entrevistas. Falei com cidadãos italianos, africanos, um sul-coreano, americanos, alemães. O Brasil, através do meu amigo, Gabriel Paulino, abriu as portas de par em par. As minhas entrevistas acabavam em desabafos e num abraço eterno. Todos em busca de paz, de uma resposta, travando soluços, o cansaço pela vida, encontrar Algo. Como eu, preenchendo vazios, por tanto falecimento…No dia 2 de Novembro a engenheira Mirjana dirigiu-se, calmamente, para a Colina das Aparições, como o faz há muitos anos. Às 4h da madrugada fiquei muito agitada, querendo ir até lá, mas não podia, por prudência e ordem médica. É que há anos fiz fratura tripla da coluna a 1 cm da medula. UMA MÃO esteve em minha casa. 8h50m. Saí do hotel. Caminhei até ao campo, que vai confinar ao vale, sopé da Colina e pensei:”Pelo menos, piso o chão por onde a Senhora anda, peço pela minha saúde, bom acolhimento aos meus dois livros, mais não pode ser, porque a Mãe Santa conhece os meus desgostos e ali estiveram os estóicos durante toda

a noite, enquanto eu, tive de tomar, uma vez mais, o analgésico.” Olhei, naturalmente, o céu, a Colina…A Virgem Santa estaria ainda ali para toda a gente, eu estava fora de alcance. Mas estranhei, o azul do céu ficou diferente. Sózinha. Apenas um miúdo, que percebia um pouco de inglês, tentando vender uns pequenos trabalhos manuais de carater religioso, recordações. Olhei o sol sem alguma dificuldade, o que não é normal. Nunca fora capaz de o fixar durante tanto tempo, como é óbvio, para qualquer pessoa. Então, devagar, aumentando o ritmo, iniciou movimentos de aproximação e distanciamento (spinning). “Credo, nunca vi isto, falei comigo”. Algumas pessoas já estavam a passar e eu presa ao solo. Boca aberta, só a fechei cerca de 20 a 25m depois, perante o que se estava a desenrolar. À volta do sol um círculo de prata o contornava. Lindíssimo. De imediato, em tamanho enorme, tocando o chão, digamos, surge a Figura da Virgem Santa, Manto em azul-inglês, mas sem ver o Rosto. Porém, tudo isto para colocar certezas dentro de mim, perante o que estava a ver. E as imagens começaram a se desenrolar umas atrás das outras. Um “M” colossal pousando no solo, tendo no meio, uma cruz encrustada, em escultura atual. A Senhora colocou-se de lado e do sol (o que me rasgou de alto a baixo, como Ela me mostrou o que eu mais gostava; rendas, cetim, cambraia), dizia, do lado do sol saíam dois laços em cetim, com cores desde a prata, ao azul, ao laranja, ao amarelo, ao verde, ao rosa e eu…sempre de boca aberta! Pudera! Eu…A cruz em “M” virou e vi cabeças (círculos), talvez dos que mais amo; um rosário, junto ao sol, sem parar muita cor em ouro e laranja e ainda esferas ligadas umas nas outras, em cores laranja, cristal e o azul-inglês, para se distinguir do azul do céu. O “M” e a cruz movimentavam-se e dei conta de um plano vertical, que se assemelhava à báscula (eu não sabia o nome), que João Paulo II usava, mesmo em deslocações a

outros países. As lágrimas corriam no meu rosto, mas ali se quedavam, não escorregando. Novamente, Maria. A parte inferior do Vestido tinha uma barra em renda de bilros. Mais acima, vi perfis dourados numas túnicas pequeninas, também bordadas a renda de bilros. Mais tarde, fui informada, que eram pequenos anjos, que sempre A acompanham. Eu não sabia. Estes perfis continuaram a surgir. Eram presenças, de qualquer forma. Eu, sempre de boca aberta, gelada, pregada ao chão. Por trás do sol, apareceu uma menina, toda de branco, ajoelhada, tendo o cabelo em forma de “rabo de cavalo”. Eu estava a pensar nessa menina. Precisava, naquele momento, de ter os pais ao meu lado, para certificarem a veracidade. A Mãe voltou no Seu Tamanho Enorme, abrangendo a

“minha Colina”. Não nos queríamos deixar. Uma Voz interior, em português, porque eu estava com esforço, para tudo gravar, pronunciou-se: “Tu és uma filha muito querida. Tens muito para fazer. Um dia virás para este Jardim de Paz, onde colherás flores com a tua irmã. Vai e transmite o que te disse, à tua maneira”. A Mãe sabe, que sou franca no diálogo, vibro com a Natureza, adoro estudar, ler, traduzir, amo os animais, escrevo, enfim, veio tocar em pontos, que jamais pensei ser atingida. Inclusivamente, naquele momento, eu estava pensando no meu fim e sem esperar, deu uma resposta, que me deixou muda, sem reflexos. Sózinha, petrificada, de boca aberta, eis minha postura. Eu não queria sair dali. A Mãe também não, mas havia uma hora determinada. Naquele momento, e eu repito a locução adverbial, porque não tem outra forma, ouvi, nitidamente, o roçar de tecido e todo um movimento de tudo quanto se movera. Ela está a abranger o mundo, mas as pessoas, tão embuídas no seu dia-a-dia, nem dão conta. Ela quer-Se mostrar em outros pontos, eu não tenho dúvida, para dar o PRIMEIRO GRANDE SINAL. Visível para todos. No vale, uma intensa bruma,

azul-inglês e lilás claro passaram docemente com um som, que jamais ouvi. “E agora tenho de ir embora, dizia, para mim, tristemente, já com uma saudade funda, que se não remove. Antes de chegar a Medjugorje, eu já tinha escrito e dedicado à Mãe poemas meus e Ela retribuiu o Seu agradecimento desta forma. Fazem parte do meu 1º livro de poesia “Plenitude”, 3ª parte. Reportagens, noticiários, programas musicais, Ela conhece a minha tristeza de os não fazer atualmente, porque não foi aceite um lugar em Lisboa, não por minha culpa. Depois adoeci seriamente e após a partida da minha melhor amiga, como irmã, sem contar, porque nem sequer dava valor, retomei a escrita. Este lugar é especial, dando vontade de viver lá para sempre, mas a Senhora, Virgem Mãe vai ter uma Mensagem para todo o mundo, que tanto precisa de mudar em todos os quadrantes. A minha estrada é outra. Ninguém é igual. Penso, que a minha ação incide nas pessoas, que já não acreditam na vida, o que compreendo, mesmo em si próprias não encontram estímulo ou razão, pessoas sem credos ou crenças, no infinito do seu ser tão vilipendiado e a sangrar. Quero referir, que antes de chegar ao aeroporto de Zagreb, um bando de pássaros se juntou, formando uma circunferência cerrada, lembrando uma hóstia; em baixo, desenhou-se uma faixa retangular, cujo significado não sei definir. Esfumaram-se, como a vida se esfuma. Transcrevo aqui um pequeno extrato de um dos poemas de MEDJUGORJE “ Monólogo paradoxal com Deus”. Se Tu existes, faz de mim primavera, lírio branco! Quero meus rostos queridos! Teu Ser os criou! Meu Deus, em Quem crer não sei, que força ou ânsia de crença, em meu veio crente existe”? De “Génese da Vida” Virgem Mãe, Tua Mensagem e Aparição no Krisevac, paz me envolveu…Os céus, nossa ignorância mordaz, rendem, Teu Rosto tudo esclareceu.

Medjugorje, terra prometida, nossa Mãe, Gospa, Salvadora, tão desejada…
Virgem Santa, quanto Te amo, relicário de meu todo, dilema, solução
Teu filho, Seu Olhar não merecemos…
Terra escolhida, Sarajevo, genocídio haveria; Tua Vinda, Mãe…demoveu

O meu poema, na Tua Encosta de Aparição, descansa e se alenta, esclarecedor conteúdo, a solução…
Termino este primeiro testemunho, dizendo onde chegar esta mensagem-narrativa: “O resto é silêncio como neste momento me encontro…

EMAIL PARA CONTATO COM A ESCRITORA MARIA JOSÉ GIL CONDE:  mjgilconde@hotmail.com

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